Tuesday, January 24, 2006

Sábado, 28/01

LOOSERS

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Tidos por alguns como pais das novas tendências musicais que grassam nos maiores centros urbanos do país, os Loosers renegam esse estatuto com a mesma veemência com que fogem a outras categorizações. Afinal, aquilo que mais vulgarmente se ouve dizer dos seus concertos é que nenhum é igual ao anterior – são testes constantes às fronteiras da liberdade do rock. Tiago Miranda, Rui Dâmaso e Zé Miguel mergulham frequentemente aqueles que tomam parte nessas epifanias numa espécie de transe xamânico dotado de sugestões hipnóticas que levam a querer repetir a experiência outra e outra vez. “Bully Bones of Belgie”, o seu álbum mais recente, foi editado este mês pela italiana QBICO.

Discografia:
III (2005, Ruby Red)
For All The Round Suns (2005, Ruby Red)
Slugs (2005, Ruby Red)
Bully Bones of Belgie (2006, QBICO)


A trio, the Loosers do a surprising number of things at once. Their basic focus is art-damaged power-pus, but they do it in a variety of ways, recalling everyone from Sonic Youth to Jackie O Motherfucker at various times.

Byron Coley & Thurston Moore, Arthur Magazine



LINDA MARTINI


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No princípio existiu a urgência punk e o espírito “faz tu mesmo”. Em 2003 celebraram as cinzas e na sombra da cidade, por entre viagens suburbanas, reclamaram os linda martini. Trouxeram três guitarras, baixo, bateria, voz, samples, melódica, harmónica e o que mais ditou a ocasião. Única premissa na casa de partida: suar e cantar em português. Porque sim. A primeira maqueta foi gravada algures entre 2004 e 2005.

Discografia:
Linda Martini EP (2006, Naked)


O CD promocional de quatro temas do quinteto é um verdadeiro óvni na paisagem musical portuguesa, ao cruzar a intensidade pós-rock (comparações a alguns momentos dos Isis não são descabidas) com letras em português. É também um dos mais interessantes objectos musicais portugueses deste ano (ouçam-no em http://www.myspace.com/lindamartini).
Pedro Rios, in Bodyspace.net


CAVEIRA


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Trio da Grande Lisboa, constituído por Rita Vozone e Pedro Gomes nas guitarras eléctricas e Joaquim Albergaria (Vicious 5) na bateria, os CAVEIRA têm actuado frequentemente pela capital com particular ênfase no ano corrente, em concertos completamente catárticos e explosivos. A música dos Caveira é estruturada de forma aberta, sendo toda ela totalmente improvisada. Contudo, as várias líricas dos seus membros encaixam nessa linguagem do momento de forma afastada dos normais cânones improvisatórios existentes em alguma música extrema, seja ela o jazz menos ortodoxo, a electroacústica ou a cultura de «jam» mais planante. O seu discurso reúne uma série de idiomas. Desde a exploração de som livre, do Sonny Sharrock de «Black Woman», ao trabalho de Keiji Haino nos Fushitsusha, até ao rock-anti-rock de «Twin Infinitives» dos Royal Trux.

Discografia:
África CD-R (2005, ed. de autor)

Diz-se por aí que um trio que se intitula CAVEIRA anda a inquietar o percurso Chiado-Bica-Telheiras (que desde então nunca foi o mesmo); diz-se por aí que andam a partir os cânones do rock em mil pedaços e que os estilhaços daí resultantes fizeram já alguns feridos. (...) Rock com acentuação no free/improv, blues camuflado mas não escondido.
André Gomes, in Mondo Bizarre

"É um espantoso e promissor disco de um trio que impressiona pela maturidade estética já alcançada. Rock livre, aparentemente descoordenado e totalmente improvisado, que se assemelha aos tradicionais clímaxes dos concertos rock - "feedback", caos, suor - ou aos momentos mais psicadélicos dos Blue Cheer ("Vincebus Eruptum" à cabeça) e Hawkwind. "África" é uma luta orgiástica entre uma bateria irrequieta e duas guitaras desconexas a explorar o ruído e múltiplos "riffs" de curta vida."
Redacção Y (7º lugar do top nacional de discos 2005)

Sexta, 27/01

BYPASS

Juntos desde 1998, os Bypass voltam à carga em 2006 com a estreia em formato álbum, "Mighty Sounds Pristine", a ser editado pela BorLand em breve. Bruno Coelho (bateria), Eduardo Raon (guitarra), Miguel Menezes (guitarra e voz), Rui Dias (teclados e baixo) e, mais recentemente, Joaquim de Brito (teclados, voz e percussões) e Tiago Lopes (baixo) têm vindo a refinar a sua identidade pós-rock, criando peças cada vez mais coesas. O muito bem recebido EP homónimo de 2001 e as enérgicas prestações do grupo em palco já davam a entender que, cedo ou tarde, algo maior lhes estava destinado. Que seja este o ano da confirmação.

Discografia:
Bypass EP (2001, Zona Música)
Mighty Sounds Pristine (a sair pela BorLand este ano)

Duas guitarras, um baixo, uma bateria. Às vezes um xilofone ou um sintetizador ou uma harmónica. É o quante baste para que (…) dê um belíssimo concerto de rock denso e dramático… A banda chama-se Bypass.
António Pires, in Blitz

…fica a garantia de que uma actuação dos Bypass é uma experiência intensa.
Sérgio Gomes da Costa, in Blitz


ÖLGA

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O ambiente dos Ölga nasce de momentos e sensações. É o resultado de uma introspecção harmoniosa, onde se tentam aliar sonoridades etéreas com fortes intensidades sensoriais. Experimentalismo, improvisação, repetição e psicadelismo são pegadas de um trilho ainda a percorrer.

Discografia:
Ölga EP (2004, BorLand)
What Is (2005, BorLand)

Quando se pensa num álbum instrumental, seja ele de que estilo for, existe sempre uma principal pergunta que precisa de ser respondida: “Como tornar um conjunto de faixas instrumentais interessantes e não cair na monotonia com o decorrer do tempo?”.
A resposta é simples: Fazer como os Ölga.
Pedro Marques, in ruadebaixo.com

É música para gente grande - que teima em querer ser pequena,
- sempre insatisfeita com aquilo que a vida lhe serve.
É isso mesmo, a música dos Ölga é feita de insatisfação. É prazer
interrompido, prolongado e acentuado numa adoração tântrica.
São canções irresistivelmente insaciáveis, muito por culpa da marca de simplicidade que carregam em cada acorde.
Jorge Baldaia, in Divergências.com



LEMUR

Os Lemur são de Lisboa e começaram a tocar em 2003. A formação original manteve-se até hoje: Vasco Furtado: bateria. João Brandão: guitarra, baixo, João Marques: baixo, guitarra, Pedro Rodrigues: violoncelo, teclas. O estilo musical é ainda uma incógnita para todos os elementos da banda, que, quando interrogados, só conseguem dizer duas palavras: rock instrumental. Desde os Durutti Column aos Mão Morta, as comparações já foram muitas. Post-rock e post-punk são dois rótulos não totalmente descabidos. Partilharam o palco, em diferentes ocasiões, com bandas como os Bypass, Ölga, Brainwashed by Amalia e Allstar Project. Em 2004 editaram uma maqueta com seis temas.
in plasticina.net

Discografia:
Lemur EP (2004, maqueta)

Tuesday, January 17, 2006

Bilhetes à venda!

Na Carbono (Metro - Avenida (Linha Azul)):
Rua do Telhal, nº6 B
Lisboa
Tel: 213 423 757

Friday, January 13, 2006

Espalhem a notícia!



autoria: www.u-go.tk

Monday, December 12, 2005

UM DIA A CAIXA VEM ABAIXO

Conta-Gotas apresenta...

...UM DIA A CAIXA VEM ABAIXO



na Caixa Económica Operária

27 E 28 DE JANEIRO 2006 – 22 HORAS

27 Janeiro 2006 – 6ª Feira
BYPASS
ÖLGA
LEMUR

28 Janeiro 2006 - Sábado
LOOSERS
LINDA MARTINI
CAVEIRA

A Conta-Gotas é uma nova promotora de espectáculos que tem como objectivo desenvolver projectos que privilegiem a criatividade e qualidade dos artistas. As bandas convidadas para este primeiro evento são alguns desses exemplos.

A Caixa Económica Operária, na Rua da Voz do Operário (à Graça, Lisboa), é um espaço de irrefutável carisma, ideal para ver e ouvir alguns dos mais entusiasmantes projectos da música rock nacional.

Bilhetes
1 dia – 8€
2 dias – 12,5€

Mais informações em breve.

Contactos
Luís Bento – 91 787 81 40
Rita Costa – 96 702 33 20